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DEPUTADOS TEMEM NOVA VARIANTE DE COVID-19


Imagem reprodução.

Deputados manifestaram ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, preocupação com nova variante do coronavírus e a possibilidade de uma terceira onda da pandemia. A mutação genética, vinda da Índia, já foi detectada no Brasil. Marcelo Queiroga anunciouà Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara uma campanha de testagem para combater sua disseminação.


"Porque hoje é possível, graças ao avanço da tecnologia, ter testes de antígeno rápido, que em 15 minutos nos dão resultado de positividade ou não. E aí nós podemos isolar indivíduos positivos e seus contactantes e com isso reduzir a circulação do vírus. (...) Hoje, o Brasil testa pouco, o Brasil é um dos países que testa pouco. Nosso objetivo é testar de 10 a 20 milhões de brasileiros todos os meses."


O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) agradeceu o ministro pela iniciativa de criar um cinturão de proteção contra a nova variante do coronavírus no seu estado. A mutação, muito mais contagiosa do que o vírus original, foi identificada em um paciente internado em um hospital de São Luís. "A União está fazendo a sua parte dentro do Sistema Único de Saúde. Quem muitas vezes não está fazendo a sua parte são os estados.""


Além dos testes, o ministro aposta na vacina como a principal medida de prevenção da Covid-19. Marcelo Queiroga prometeu que toda a população brasileira acima de 18 anos será vacinada até o fim do ano, e justificou o aumento recente no preço de medicamentos por causa do risco de desabastecimento.


Os deputados da oposição se alternaram entre elogios a Marcelo Queiroga, por sua capacidade técnica, e questionamentos sobre a sua autonomia para tomar decisões e nomear subordinados.

O presidente da

Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), disse que a postura do Brasil no enfrentamento da pandemia mudou com o novo ministro da Saúde.

"A gente vê que a gente mudou bem, até na sua postura, ministro, de estar aqui com máscara, com álcool em gel. Entendendo as situações de bloqueios, de isolamentos quando necessários, mas sempre prezando aqui pela ciência, e na grande articulação de diálogo com todos para que a gente possa ter a vacina necessária, que é o único caminho."


O ministro também recebeu vários pedidos de deputados para incluir diferentes grupos entre as prioridades no Plano Nacional de Imunização: professores, estagiários de enfermagem, oficiais de justiça, lactantes, adolescentes, policiais legislativos do Congresso. Queiroga observou que o Ministério da Saúde não tem poder de incluir ou tirar grupos prioritários, e que os critérios são definidos por uma comissão de especialistas.

Fonte: Rádio Câmara.

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