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MPCE PROIBE QUE TORCIDAS ORGANIZADAS REALIZEM ADEREÇOS NO CLASSICO REI PELA COPA DO BRASIL


Imagem reprodução.

O Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudtor) do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) recomendou, nesta segunda-feira (31/05), que a Polícia Militar proíba nos próximos dois jogos de Ceará e Fortaleza pela Copa do Brasil – justamente os dois Clássicos-Rei válidos pela terceira fase da competição –a colocação de qualquer material, seja pelos clubes ou pelos torcedores, que identifique as torcidas dos dois times, estando incluídos bandeiras, adereços e mosaicos.


A Recomendação foi expedida em virtude de conflitos entre torcedores de Ceará e Fortaleza pela final do Campeonato Cearense – último jogo entre os clubes. O MPCE também levou em consideração a quebra do protocolo sanitário de combate à Covid-19 durante a instalação e retiradas dos materiais e mosaicos.


Na Recomendação, o Nudtor também determinou que Ceará e Fortaleza promovam campanhas sociais, com divulgação nos meios de comunicação, em busca da pacificação entre as torcidas e requer que o Estado do Ceará multe os dois clubes em até R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento das medidas recomendadas.


No documento, o MPCE reforça, a partir de fatos narrados pela própria Polícia Militar, que a presença de torcedores, torcidas organizadas, dirigentes e colaboradores contratados pelos próprios clubes para organizar o acesso, instalação e retiradas dos materiais e mosaicos têm resultado em aglomeração, desrespeitando o Protocolo Setorial 16 do Governo do Estado do Ceará e Decreto Estadual de combate à Covid-19.


Conforme o promotor de Justiça e coordenador do Nudtor, Edvando França, o Decreto Estadual nº 33.756/2020 orienta expressamente sobre a proibição de torcedores adentrarem aos estádios, “sendo liberado apenas um quantitativo das respectivas delegações para organização do evento em virtude da pandemia”, frisa, ressaltando que a proibição das faixas e materiais das torcidas e dos clubes só terá validade para os Clássicos-Rei válidos pela Copa do Brasil.


A violência entre as torcidas, segundo Edvando França, é um dos motivos que levaram a expedição da Recomendação. “Mesmo sem entrarem no estádio, o acirrado clima de animosidade entre as torcidas faz com que elas acabem entrando em confronto no entorno da Arena Castelão”, reforça o coordenador do Nudtor, pontuando que no Clássico-Rei válido pela final do Cearense, 27 torcedores de ambos os clubes foram presos pela PM após se envolverem em conflitos. “Alguns estavam com protetor bucal, ou seja, já foram ao local com o intuito de se envolverem em briga”, adverte o representante do MPCE.


O MPCE, inclusive, faz um alerta na Recomendação. O órgão destaca que a Polícia Militar não está em número comumente presente em dias de clássico, em face da pandemia e ausência de torcedores, e que o movimento de colocação de faixas atrai grandes problemas entre as torcidas rivais, que acabam entrando em confronto dado o aparato insuficiente de policiais para conter os grupos.

Fonte: MPCE.

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